A Pedagogia do Teatro em Processos
Colaborativos: O caso do Grupo XIX de Teatro.
Vicente
Concilio
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Referências
bibliográficas
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CONCILIO, Vincente. A Pedagogia do
Teatro em Processos Colaborativos: O caso do Grupo XIX de Teatro.In: VI Congresso Abrace, 2010, São
Paulo. Memória Abrace. São Paulo : ABRACE, 2010.
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Breve resumo
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A
reflexão sobre a pedagogia do teatro na contemporaneidade não pode deixar de
analisar a relação estabelecida por coletivos teatrais, sobretudo aqueles
vinculados ao modo de criação colaborativo, e as possibilidades
artístico-pedagógicas oriundas de seus processos de composição cênica. Esse
artigo pretende, portanto, estabelecer vínculos entre o projeto artístico do
Grupo XIX e as citadas oficinas, analisando os resultados e as intenções de
cada processo, com o intuito de aprofundar o campo da pedagogia do teatro,
entendida aqui como a área epistemológica que estuda a natureza pedagógica
intrínseca à pesquisa da linguagem cênica e à formação do artista durante seu
processo de criação. Dessa forma, núcleos artísticos que optam por trabalhar
juntos durante períodos de tempo maiores eventualmente se debruçam sobre a
relação de sua pesquisa cênica com práticas pedagógicas.
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Transcrições de citações mais
importantes
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Logo na
introdução de sua tese, Antônio Araújo define processo colaborativo da seguinte
maneira:“A referida dinâmica – numa definição sucinta – se constitui num modo
decriação em que cada um dos integrantes, a partir de suas funções artísticas
específicas, tem espaço propositivo garantido. Além disso, ela não se estrutura
sobre hierarquias rígidas, produzindo, ao final, uma obra cuja autoria é
dividida por todos” (ARAÚJO, 2008:1).
Também
instauram processos que seguem os mesmos princípios e valores que norteiam
seu próprio trabalho como grupo, explicitados nos moldes do já citado
processo colaborativo, que professa a criação compartilhada e defende a
autoria de cada artista em sua área específica de atuação.
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Comentário pessoal
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Sem palavras... Particularmente sou
fã da companhia XIX de teatro, e ao perceber que o belo trabalho desenvolvido
por eles é a partir do processo colaborativo, estimula e inspira o leitor
e/ou espectador a fazer parte. A intimidade cênica dita pelo autor é
perceptível na cena e uma das características do processo colaborativo já que
é necessária muita sintonia e organicidade para o bom resultado de um
trabalho assim.
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Utilização de materialidades no
processo criativo
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romance
Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez
O
espetáculo se configura então por cenas que materializam as fontes híbridas
que deram origem à dramaturgia (documentos, textos dramáticos, cartas,
romances e histórias orais), num jogo que mescla distintos momentos que
povoam nosso imaginário amoroso: o prazer da descoberta do amor, o cortejo e
a conquista do amor, a paixão explosiva, a decepção amorosa e o luto pelo
amor que acaba.
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FICHAMENTO